
domingo, 9 de agosto de 2009
Inclassificável

domingo, 28 de junho de 2009
David Bowie – Ziggy Stardust tour (Hiroshima, Japão, 14/04/1973)
“Antes de 1972, David Bowie havia conseguido um reconhecimento maior apenas no ano de 1969, com a música ‘Space Oddity’. Porém, seu 5° álbum, ‘The Rise And Fall Of Ziggy Stardust And The Spiders From Mars’, o projetou à uma posição de grande notoriedade e controvérsia. Claro que esta mudança não foi alcançada de uma hora para outra, e sim através do resultado de todo um processo de criação (música + imagem). Com a Inglaterra descobrindo na época as fibras sintéticas e a televisão colorida, mas sem perder a influência do passado, Ziggy Stardust era o retrato da época (artificial, alienígena e polissexual).O fato de ser um álbum conceito não era uma novidade, e nem a idéia de uma banda ficcional (os Beatles fizeram o disco ‘Sgt Pepper ...’ cinco anos
antes, e The Turtles já tinham lançado o disco ‘Battle of the Bands’, em que tocam cada música como se fosse uma banda diferente). A questão era a mistura do personagem com o intérprete e isso acontecia pela primeira vez na história da música; não dava para saber onde acabava Ziggy e começava Bowie.
Ziggy foi construído como um arquétipo de ‘Rock Star’, auto-destrutivo e pronto para ser endeusado. A aparência andrógina de Bowie já havia surgido em seu disco “Hunky Dory”, e uma das primeiras mudanças que fez foi cortar o cabelo e tingi-lo de laranja, o que o diferenciava dos outros cantores da época, todos cabeludos. O figurino inicial, de Freddie Burretti, partiu de uma inspiração no figurino do filme ‘Laranja Mecânica’ (A Clockwork Orange, 1971), mas mudando a cor, acrescentando brilho, estampas floridas, e dois cílios postiços ao invés de um só. Uma leitura ‘dadaista’ segundo Bowie. O figurino desta fase era basicamente composto de macacões coloridos de lã e materiais diversos.
Os modelos das roupas então foram evoluindo. Peças eram desenvolvidas para turnês pelos Estados Unidos, Europa, para apresentações na TV...neste período o artista teve a colaboração de Natasha Korniloff. Bowie que se apresentava já de forma teatral, levou o personagem para o palco e para as ruas. Com a ajuda de seu empresário, Tony Defries e com as declarações de Angie, sua esposa na época, foi então construindo construindo a personalidade controversa de Ziggy. Não era apenas a música que importava, a sua vida fora dos palcos também contava. E o figurino era parte importante da construção deste personagem, reforçando o caráter exótico e ‘espacial’.
Para um concerto em 1972 Bowie comprou uma roupa de Kansai Yamamoto em uma loja (roupa que foi depois refeita por Natasha Korniloff), sendo este o primeiro contato com o trabalho do estilista, que viria a desenvolver os figurinos para a turnê de 1973. Era uma mistura de ficção científica e teatro Kabuki, com looks andróginos e extravagantes.
“Ele tem um rosto incomum, não acha? Ele não é homem nem mulher, se é que você me entende. Isso combinou comigo como designer porque a maioria das minhas roupas são para ambos os sexos. Eu amo a música dele e, obviamente, ela influenciou minhas criações. E ainda há essa aura de fantasia que o rodeia. Ele tem talento!” (Kansai Yamamoto sobre David Bowie, junho de 1973)
“As roupas dele [Yamamoto] são fora do normal. Hoje, ele é um artista internacionalmente reconhecido, mas ele era extremamente experimental para a época. E eu precisava conhecê-lo”. (Bowie)
As criações experimentais de Yamamoto também eram vistas com estranhamento, até no Japão, apesar do visual andrógino sempre ter sido algo intrínseco aos japoneses. Aquela piadinha imbecil de que ‘japonês é tudo igual’ está atrelada a esta idéia de androginia. O biotipo dos nipônicos é mesmo muito homogêneo - mesma cor de cabelo, estatura, tom da pele - e, sendo assim, as diferenças entre homens e mulheres são sutis. “As pessoas [no Japão] costumam elogiar dizendo que aquele homem 'é tão bonito quanto uma mulher'", disse uma japa pesquisadora em entrevista à Folha de São Paulo.
O colorido estilo de Kansai rendeu-lhe grande popularidade nos anos 70 no meio do entretenimento. Em 1974 abriu lojas de sua própria grife, a Boutique Kansai, em Paris, Milão, Nova York e Madrid. Embora tenha prioritariamente se dedicado à moda jovem nos anos 70 e 80, aos poucos Kansai desenvolveu crescente interesse pela produção de eventos. O formato convencional dos desfiles de moda lhe parecia pequeno demais, e além de desenhar figurinos ele passou a fazer design de iluminação e cenários . Em 1993 Kansai realizou sua última coleção e hoje é um mega-produtor de shows e eventos, mas sua visão alegre, ousada e criativa de moda, que marcou astros do rock e do pop nos anos 70, ainda inspira gerações de jovens estilistas. Em 2005 Kansai tornou-se consultor do governo japonês na área de turismo, e é presença constante na mídia japonesa.

Sobre as influências e origens de Ziggy Stardust
“A peça Island tinha um elenco extraordinário – Cherry Vanilla, Patti Smith, Wayne County – e era encenada em Fire Island. Era episódica e não tinha realmente um enredo, todo mundo era morto no fim porque o governo decidia explodir Fire Island com navios de guerra. Andy Warhol adorou. Ele achou genial, então disse pra Tony Ingrassia, o diretor: “Andei gravando umas fitas..”
É claro que Andy Warhol gravou fitas de tudo. Estava sempre lá com seu gravadorzinho, gravando cada ligação telefônica, cada palavra que era dita pra ele. Então Andy tinha caixas e caixas de fita cassete e disse pra Tony Ingrassia: Isto provavelmente daria uma boa peça.” Tony disse: “Mas o que eu devo fazer com elas?” Andy deu as caixas pra ele e disse: “Oh, estou certo de que você vai descobrir alguma coisa boa aí.”
Tony descobriu mesmo. Escutou as fitas, achou trechos interessantes de conversa, principalmente de conversas telefônicas, e construiu a peça chamada Pork. A peça consistia de um ator interpretando Andy Warhol, sentado numa cadeira de rodas, num hospital vazio, branco e estéril, com todos os outros personagens espalhados em volta, falando em telefones brancos. A personagem Pork era pra ser Brigid Polk. A personagem Vulva era Viva, e ela falava no telefone com Andy e dizia coisas como: “Andy, vc já pensou a respeito de bosta de macaco, como vc acha que é bosta de macaco? Alguém já viu bosta de macaco? Acho que os funcionários do zôo devem ver bosta de macaco, eu nunca vi bosta de macaco, e que tal bosta de vaca, bosta de vaca não é...?” (Leee Childers)
“Basicamente Pork era alguém fazendo o papel de Brigid Polk – injetando speed o tempo todo e tagarelando. Todos os outros na peça giravam em volta dela, falando sobre seus fetiches e suas perversões. Jane Callalots, que também estava em “Heaven Grand in Amber Orbit”, interpretava Paul Morrissey. Ela empurrava o personagem de Andy Warhol, interpretado por Tony Zanetta, numa cadeira de rodas. Ele sentava lá e fazia: “Um, hum, aaah.” (Jayne County)
“Esta era a peça, basicamente. Fui o assistente de direção das duas montagens – ela ficou 6 semanas em cartaz em Nova York, depois 6 semanas em Londres. Mas foi em Londres que a produção gerou uma imensa, gigantesca e escandalosa sensação. Nós éramos uns garotos, não sabíamos nada sobre os tablóides de Londres.Geri Miller foi fazer uma sessão de fotos em frente à casa da Rainha-Mãe, mostrou os peitos e foi presa. Foi a capa de todos os tablóides: “ATRIZ PORNÔ DE PORK MOSTRA OS PEITOS NA FRENTE DA CASA DA RAINHA-MÃE!” E a citavam entre aspas: “QUAL É O PROBLEMA COM PEITOS, A RAINHA TEM.”
Momento da peçaNa real, fomos o maior acontecimento da mídia e nem percebemos, mas Cherry Vanilla decidiu que devíamos nos passar por jornalistas de rock&roll de Nova York. Cherry foi a única que percebeu que a gente podia fazer umas picaretagens por lá. Ela ligou pra um editor da revista”Circus”, e ele disse pra ela: “Ok, use meu nome em qualquer coisa que vc queira cometer, mas, se o telefone tocar, não sei de nada.”
Então, nos passamos por jornalistas de rock&roll da revista “Circus” – Cherry era a repórter, eu era o fotógrafo, e a coisa funcionou como magia. A gente entrou no backstage em tudo que foi lugar. A gente pegava o “New Musical Express” toda semana e olhava quem estava tocando, pra poder ir. Fomos ver todo mundo – Marc Bolan, Rod Stewart...
Então vi um anúncio minúsculo, tipo num tijolinho, que dizia: “David Bowie no Country Club”. Eu tinha lido um artigo de John Mendelsson sobre ele, por isso eu disse: “Ouvi falar de David Bowie. Ele usa vestidos.” Todo mundo disse: “Oh, isso é legal. Vamos vê-lo”. Daí a gente ligou e entrou na lista de convidados – eu, Cherry e Wayne County. Era um clube minúsculo, e não havia mais do que trinta pessoas na platéia. E minha primeira impressão de David Bowie foi: “Oh, querido, que decepcionante. Que chato.” Ele estava com calças de boca-de-sino amarelas e um chapelão.” (Leee Childers)
“A gente tinha ouvido dizer que o tal David Bowie era um suposto andrógino e tudo mais, mas aí ele apareceu com cabelo comprido, roupas folky, sentou num banquinho e tocou canções folk. Ficamos muito decepcionados com ele. Olhamos pra ele e dissemos: “Olha só esse velho hippie folk!”
Estávamos sentados na platéia com nossa unhas pretas e cabelos pintados. Naquela época não se conseguia nenhuma dessas cores punk brilhantes, mas Leeee Childers tinha descolado uns pincéis atômicos Magic Marker e colorido todo o cabelo dele com cores brilhantes diferentes. A certa altura David Bowie disse: “E a turma de Pork, de Andy Warhol, está aqui esta noite, levantem.”
Nós todos tivemos que levantar – Cherry se levantou, tirou seu top e sacudiu os peitos. Foi magnífico. Éramos escandalosos em qualquer lugar.”
Depois de termos voltado de Londres, David Bowie começou a entrar na sua trip de Ziggy Stardust. Concenceram ele a cortar o cabelo e pintar de laranja – aquela viagem de homem do espaço. Ângela o incentinou nisso. E Tony De Fries contratou Cherry Vanilla, Leee Childers, Tony Zanetta, Jamie DeCarlo – havia todo esse povo pirado em volta, tentando fazer David ficar com um visual legal. Mas se não fosse por Pork, de Andy Warhol, jamais teria havido uma MainMan e, por conseqüência, Ziggy Stardust. (Jayne County)
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Bowie, que estava realizando algumas apresentações no Hampstead's Country Club, viu a peça, assim como vários integrantes do elenco da peça foram assistir Bowie, ainda desconhecido na América. Ele já tinha uma imagem de andrógeno, que foi o que atraiu o pessoal do Pork para assistir o show. Mas todos ficaram desapontados vendo a interpretação da imagem de andrógeno na Inglaterra sendo um pouco diferente da de um hippie cantando folk com um violão sentado em um banquinho.
O pessoal do teatro estava com cabelos coloridos e com unhas e batom preto, coisa impensável e totalmente escandalosa. Quando Bowie anunciou a presença dos artistas na platéia e pediu para que se levantassem, Cherry Vanilla tirou sua peruca e mostrou os peitos. Foi um choque para alguns e engraçado, para outros. Quase um ano depois, David Bowie acabaria compondo com Lou Reed a canção “New York Conversation” inspirado nesta peça. Todo o elenco de Pork, incluindo Zanetta ficou amigo de David e Angela Bowie.
E vendo Porky nasceu a inspiração de criar Ziggy Stardust.
Angela sugeriu que David pintasse seu cabelo de vermelho, o arrepiasse, raspasse as sobrancelhas e usasse roupas coladas ao corpo e provocantes, assumindo um ar decadente e sexualmente ambíguo.
Bowie confessa que apesar de ter Iggy e Lou Reed em mente, a maior referência era o cantor Vince Taylor, ex-The Playboys e que viu a carreira declinar quando se juntou a um movimento religioso. Segundo ele, o nome Ziggy veio de uma alfaiataria com esse nome. "Stardust" veio de um antigo cantor country chamado Norman Carl Odom, que era conhecido como "The Legendary Stardust Cowboy".”




Editora L&PM,
pp 158, 125 a 127, 164, 176, 158

02. Ziggy Stardust
03. Changes
04. Moonage Daydream
05. John, I'm Only Dancing
06. Watch That Man
07. The Width of a Circle
08. Space Oddity
09. The Jean Genie
10. Time
11. Five Years
12. Let's Spend the Night Together
13. Starman
14. Suffragette City
15. Rock 'N' Roll Suicide
***Em 320 kbps***
Observação: O audio não está dos melhores. Se você gosta de baixar apenas material cristalino melhor nem pegar este então. Eu coloco aqui porque, como quando era novinha e tinha só um radio gravador ferrado e cassetes disponíveis (que a gente, que vivia duro, girava na roda pra todo mundo ouvir), habituei meus ouvidos a apreciar todo tipo de qualidade que esteja ao alcance. Entonces, acredito que outros também sintam assim, pela energia nostálgica da cosa e não só por estar uuuuultra perfeito...


Quando David disse na Melody Maker que era homossexual – depois mudou e disse que era bissexual, que era o que na real ele queria dizer – jamais teria tido culhão pra fazer isto se não estivesse andando com Iggy e Lou. Porque eles representavam esse lugar do outro lado do oceano onde as coisas estavam mudando, então fodam-se todos os hipócritas ingleses.” (Angela Bowie)
Com Angie e o filhoEu disse “Não." Não estava disposta a dizer “Sim!”. Eu ainda estava solta por aí. Não era nada boba naquela época. Não queria ter o rabo preso. Não queria me amarrar em ninguém. Além do mais, Tony DeFries queria todo mundo naquela onda Bowie. Eu não queria cortar meu cabelo daquele jeito. Ou seja, não estava impressionada com eles”. (Cyrinda Foxe)
De qualquer modo, Tony DeFries e Tony Zanetta me levaram pra jantar na Pete’s Tavern, e me parei a tagarelar, do jeito que tenho tagarelado toda minha vida: “Oh, acho que a gente devia fazer isso! Oh, isto seria genial!” No fim do jantar, Tony DeFries disse: “Bem, Z” – que era como a gente chamava Tony Zanetta – “acho que temos o nosso vice-presidente da MainMan, a companhia que empresariava David Bowie. É claro que daí botamos Cherry Vanilla de secretária e de repente éramos a sucursal americana da companhia.” (Leee Childers)
“Tony De Fries levou o pequenino e engraçadinho David Bowie à Factory de Warhol. Eu tinha que tratar de todos os negócios lá – as pessoas não resolviam nada com Andy porque Andy não sabia o que dizer, então eu tinha que resolver tudo.
Aí estou falando com DeFries, e ele diz: “A RCA me deu um monte de dinheiro pra promover esse cara na América”, e aponta pra Bowie – aquele carinha branquelo e engraçadinho sentado num canto.
Formato: flv
Em duas partes, uma de 05:32 e outra de 06:27, num total de 25,3 mb
Tony diz: “A gente acha que ele vai estourar. Ele é grande. E a RCA me deu um monte de dinheiro, então a minha idéia pra promover Bowie é que Andy Warhol nos acompanhe na turnê norte-americana.”
Lá está Andy num canto, e aquela coisinha tímida do Bowie no outro – eles estão meio que se observando através da sala, e aqui está DeFries propondo que Andy seja pago pra ser groupie! De David Bowie!
Não pude acreditar naquilo. Eu disse: “A RCA vai pagar VOCÊ, e você vai pagar ANDY? Por que eles simplesmente não nos pagam pra promover nosso próprio álbum, como fizemos com o Velvet Underground?”
Era tudo uma estupidez – receber uma grana pra promover alguém sem fazer parte daquilo, só porque DeFries queria que David Bowie fosse o novo Velvet Underground.
Então eu disse: “Poxa, acho que não vai dar. A gente está um pouquinho ocupado demais agora.” (Paul Morrissey)
Estou Cansado
Porque, a certa altura, a gente tem que estar cansado.
De que estou cansado, não sei:
De nada me serviria sabê-lo,
Pois o cansaço fica na mesma.
A ferida dói como dói
E não em função da causa que a produziu.
Sim, estou cansado,
E um pouco sorridente
De o cansaço ser só isto —
Uma vontade de sono no corpo,
Um desejo de não pensar na alma,
E por cima de tudo uma transparência lúcida
Do entendimento retrospectivo...
E a luxúria única de não ter já esperanças?
Sou inteligente; eis tudo.
Tenho visto muito e entendido muito o que tenho visto,
E há um certo prazer até no cansaço que isto nos dá,
Que afinal a cabeça sempre serve para qualquer coisa.
Álvaro de Campos
sexta-feira, 26 de junho de 2009
Psiglo - Ideación & II

Una nueva camada de jóvenes compatriotas ha comenzado a emular a sus nuevos ídolos roqueros del norte. Y hay para elegir: rock sicodélico, hard rock (de la mano de Led Zeppelin y Deep Purple, precursores del heavy metal), blues y blues-rock (con Cream, John Mayall, Paul Butterfield, Keef Hartley, Fleetwood Mac), las propuestas de The Who y Ten Years After, o las nuevas mezclas y fusiones de grupos como Jethro Tull, Blood Sweat and Tears y Santana.
Cinco muchachos del barrio Figurita se han juntado para armar una nueva banda. Se trata de Luis Cesio, Jorge García Banegas, César Rechac, Julio Dallier y Carmelo Albano. Un íntimo amigo de ellos, Gonzalo Farrugia, no puede acompañar aún el proyecto. Él está tocando en Danger Group, un conjunto que viene trabajando muy bien en bailes. Sin embargo, Farrugia se pasa horas junto a sus viejos amigos y es, de hecho, el que sugiere el nombre para el grupo...”

1. Siénteme (2:16)
2. En Un Lugar Un Niño (3:55)
3. Catalina (3:38)
4. Vuela A Mi Galaxia (4:32)
5. Nuestra Calma (4:27)
6. Es Inútil (9:04)
7. No Pregunten Porqué (3:28)
8. Piensa Y Lucha (4:40)
Bonus Tracks
9. Gente Sin Camino (cara B, simple 1972) (6:10)
10. En Un Lugar Un Niño (cara A, simple 1972) (3:11)
11. Vuela A Mi Galaxia (cara B, simple 1972) (4:43)
Formação:
Rubén Melogno - voz, percusión
Luis Cesio - guitarra, voz
César Rechac - bajo, voz
Gonzalo Farrugia - batería, percusión
Jorge García - teclados, flauta dulce, voz
Cuarteto de Cuerdas del SODRE - cuerdas en "Catalina"
Nelson Pito Varela - saxo en "Es Inútil"
Eduardo Giovinazzo - trompeta en "Es Inútil"

Faixas:
1-Cambiarás al Hombre 04:35
2-Heróe de Papel 03:49
3-Construir Destruir 06:06
4-No Tiene Razón de Ser 07:05
5-El Juglar y Yo 08:49
6-Gil 1038 11:55
Formação:
- Ruben Melogno (lead vocals and percussion)
- Gonzalo Farrugia (drums and percussion)
- César Rechac (guitars)
- Jorge García (keyboards, flute and vocals)
- Gustavo Mamut Muñoz (bass)
Músico Convidado:
- Alvaro Armesto (saxophone)
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Tamanho: 38,4 mb
***Em 128 kbps***
Psiglo fue, la banda uruguaya más importante de los años 70's. Protagonista de un auténtico movimiento de importancia es el creador de esta obra que marcó un antes y un después en la historia de la música popular uruguaya
“Eran otros tiempos, Uruguay vivía años de convulsión y contradicción. Era el fin del proceso político y social que llevaría al golpe de Estado del 27 de junio de 1973. La cultura uruguaya, vivía uno de sus períodos más febriles y de mayor expresión creativa. La literatura uruguaya, vivía el auge de la llamada "generación del 45", de las cuales surgirían autores de la talla de Mario Benedetti, Eduardo Galeano y Juan Carlos Onetti. Las salas del llamado Teatro Independiente fue el baluarte, el lugar común para la expresión de todas las vertientes artísticas . La música uruguaya, nacida de las experiencas de los Shakers ("Los Beatles uruguayos, según la revista Pin Up de aquellos años) de los hermanos Osvaldo y Hugo Fattoruso, músicos de jazz provenientes del Hot Club serían el antecedente junto a Gastón Ciarlo (Dino) y su insigne canción "Milonga de pelo largo". El alumbramiento ocurriría en las llamadas "Musicasiones", de la mano de Eduardo Mateo, Ruben Rada y El Kinto (primer experiencia del candombe beat, posteriormente en Totem junto a Eduardo Useta y Chichito Cabral). La sociedad charrúa tendría eco de estas movidas a través de "Discodromo TV" de Ruben Castillo, mentor de un hito en la nueva música popular uruguaya de estos años y maestro de futuras generaciones radiales y televisivas.
Nadie imaginaba que en esta pequeña ciudad de América al sur se estuviera componiendo al nivel de las bandas más importantes de aquellos tiempos. "Ideación", primer opus de Psiglo, es un trabajo que no tiene nada que envidiarle en materia de composición y estética a muchas bandas norteamericanas e inglesas. Probablemente, y junto a "Los delirios del Mariscal" de Crucis y "La Biblia" de Vox Dei, sea el equivalente del subdesarrollo sudamericano de obras magnas como "Machine Head" (Deep Purple), "Going for the one" (Yes), "Lizard" (King Crimson) o "Demons & Wizards" (Uriah Heep).
Grabado en los Estudios Sondor en dos canales y a una toma, con episodios para la risa como los narrados por su cantante, Ruben Melogno: "La cadena radial Andebu se metía en el equipo de bajo. Si había baja tensión no se grababa. La guitarra, para lograr mayor cuerpo, la grabamos en el baño. La batería en los pasillos para obtener mayor volumen y acústica. Los coros en una de las cabinas de grabación". Elementos que acrecientan la valía de estos músicos para lograr un trabajo de tal envergadura.
En "Ideación", se encuentra toda una gama de sonidos e ideas melódicas, pero también fuerza, garra y sentimiento. Una colección de canciones que se convertirán en himnos para los de esa generación y aún para aquellos que crecieron sin verlos (porque mediaba el silencio impuesto por quienes consideraban que la cultura, molestaba al poder omnipresente que ejercían).

A diferencia de muchas bandas que divagaban y andaban, por así decirlo, en las nubes con su retórica, fueron artistas comprometidos con su tiempo y la realidad que vivían. Y lo hicieron con la prédica de su propia filosofía. Algo que se nota, desde el arranque, en "Sienteme", una canción con una atractiva guitarra acústica en tonada bluesgrass. "En un lugar un niño", un clásico de Psiglo y de la música uruguaya, con toda la garra y emoción plasmada en música, con un brillante Ruben Melongo (ex Opus Alfa y Ovni 87) y su voz con un fraseo claro y el aullido-alarido de Ian Gillan (Deep Purple) y la fineza de terciopelo de Dave Byron (Uriah Heep). La calma "Catalina" y su gusto a "Lucky Man" de Emerson mezclada con percusión y melodías andinas. La fuerza demoledora de la cabalgata de "Vuela a mi galaxia", con un Jorge García Banegas (posteriormente en Asfalto y Tragaluz en España) que no tiene nada que envidiarle a gigantes de su tiempo como Ken Hensley (Uriah Heep) o Jon Lord (Deep Purple), una dupla perfecta en la solidez de César Rechac y la polirritmia candombera-jazzera de Gonzalo Farrugia (años más tarde en Crucis) en batería. La ductilidad de Melogno, fraseando emoción con un vibrato perfecto y coros bien al uso inglés de aquellos años. El punto más alto del álbum.
La versatilidad de esta banda, permite otras manifestaciones. El blues, el género emocional por excelencia, es el perfecto conductor de una letra testimonial que contiene toda una prédica en "Es inútil", que muestra sus primarias influencias como John Mayall, Steppenwolf, John Mayall & the Blues breakers. Con una buena performance de Rechac, con un sonido personal, contundente e intimista, un Farrugia a toda fuerza, un Luis Cesio en guitarra en uno de sus mejores momentos de este LP, una voz desgarradora y dulce a la vez en Melogno, fuertemente infuenciado por el soul norteamericano de James Brown. Una larga composición en la cual se entrelazan distintos estilos, lenguajes y el aire fuerte a zapada permanente.
No se olvidaban de su tierra y de los elementos étnicos y lo demuestran en "No pregunten porque". Una auténtica trenza musical que va desde la dulzura melódica de coros perfectamente arreglados, hasta los ritmos de la música del Altiplano inca.
Filosofía de vida en "Piensa y lucha", con ritmos cercanos a "Trilogy" de Emerson, Lake & Palmer, un tema bien a la Psiglo, con un Farrugia en exceleten forma en los arreglos percusivos.
"Ideación", no es sólo un álbum de importancia olvidado en un cajón empolvado de recuerdos. Es un tributo del pasado que conforma también nuestro presente. Grandes músicos como Pino Marrone y Anibal Kerpel fueron influenciados por Psiglo en los festivales BA Rock para crear Crucis. Hermes Calabria, baterista de Barón Rojo en España, formó parte de sus filas y utilizo su experiencia para el éxito de la banda de los hermanos Armando y Carlos de Castro. Muchas bandas uruguayas continúan nutriéndose de aquella ambrosía de filosofía y música que fue esta obra magna. Es la mejor herencia que puede recibir la música sudamericana de hoy, el legado vivo de una banda que trataba de mirar más allá del horizonte, porque el sur, también existe.”
Ernesto Sclavo (http://www.nucleusprog.com.ar/i-psiglo.htm)
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sábado, 20 de junho de 2009
Coito
Dedicado ao nosso infinito amor, que por ser único e completo, é eterno...
Neide
do amor
são noturnos
mesmo quando praticados
à luz do dia
Vem de ti o sinalno cheiro ou no tato
que faz acordar o bicho
em seu fosso:
na treva, lento,
se desenrola
e desliza
em direção a teu sorriso
sexta-feira, 19 de junho de 2009
The Cramps – Booze Party (Live at The Ritz, NYC, 1989) + Vídeo Live At Napa State Mental Hospital (1978)
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Faixas: Side 1:
1. Muleskinner
2. Chicken
3. Shortnin' Bread
4. Hot Pearl Snatch
5. People Ain't No Good
6. Goddamn Rock & Roll
Side 2:
1. Strychnine
2. Drug Train
3. Bikini Girls With Machine Guns
4. All Women Are Bad
5. What's Inside A Girl?
Side 3:
1. Booze Party
2. Creature From The Black Leather Lagoon
3. Aloha From Hell
4. Goo Goo Muck
5. Primitive
Side 4:
1. Sunglasses After Dark
2. Cornfed Dames
3. Can Your Pussy Do The Dog?
4. Good Taste
5. Psychotic Reaction
6. Maddaddy
7. The Crusher
8. She Said
Tamanhos: 41.9 mb e 71.4 mb
“El sonido psychobilly de los Cramps, rockabilly con sonidos garajeros, trazos primarios, bravíos e intensos, de gradación camp, teatral y trash, recogían procederes del garage-punk 60’s, remedando a los Sonics, del psycho-garaje, como los 13th Floor Elevators, del rock de Elvis Presley o Jerry Lee Lewis, de la guitarra de Link Wray, o del surf-rock instrumental de los años 60, como los Trashmen, inspirándose su concepto sonoro y estético en aspectos culturales pop de serie B (o Z), en especial cinematográficos y de terror.
Los Cramps comienzan a gestarse a comienzos de los años 70, cuando se conocen en San Diego, California, Erick Purkhiser (nacido el 21 de octubre de 1946 en Stow, Ohio) y Kristy Wallace (nacida el 20 de febrero de 1953 en Sacramento, California), después de que el primero hubiese parado en la carretera para subir a Kristy, quien estaba haciendo autostop para dirigirse a Sacramento, ciudad en la cual ambos residían y estudiaban un curso de Arte y Chamanismo. Erick y Kristy se dieron cuenta que coincidían en los mismos gustos musicales: rock’n’roll, blues, doo-wop y R&B, y cinematográficos, en especial las películas de serie b de terror y ciencia-ficción de los años 50.
Tras estas coindidencias comenzaron una relación y se plantearon la creación de un grupo de rock, adoptando Erick, como cantante y bajista, el seudónimo de Raven Beauty, que se cambiaría por el de Vip Vop y finalmente por el de Lux Interior, nombre sacado de un anuncio publicitario de un automóbil. Por su parte Kristy, como guitarrista, se hizo llamar Poison Ivy Rorschach.
La pareja se marchó de Sacramento para irse a Akron, en Ohio. Poco después se trasladaron a Nueva York con la intención de alcanzar su objetivo. En principio lo que consiguieron fue un trabajo en una tienda de discos. Allí conocieron a Greg Beckerleg, quien se unió al dúo como guitarrista. Para no ser menos que sus colegas también adoptó un seudónimo: Bryan Gregory.
La cuarta componente del grupo fue la canadiense Miriam Linna, quien se encargó de la batería tras pasar por el puesto Pam, la hermana de Bryan. En 1976, y con poca sapiencia en la ejecución instrumental, la banda actuó en el mítico CBGB, antes de la actuación de Suicide. Su sonido crudo comenzó a ser bien recibido por los asistentes al local y por otras bandas, como los Ramones, que les ofrecieron un puesto de teloneros en una gira por la zona. Los Cramps actuarían en locales como el Max’s Kansas City o en el Manhattan Ocean Club.
En este período y tras grabar varios temas con producción de Richard Robinson Linna decidió dejar la batería. Posteriormente estaría en Nervux Rex, con Billy Miller en The A-Bones o en los Zantees, editando también la revista “Kick’s Magazine” y el sello Norton Records. Nick “Knox” Stephanoff (ex miembro de Electric Eels) se añadiría a las baquetas.
Quien también se fijó en los Cramps, que adoptaron en su logo las fuentes tipográficas de “Historias de la cripta”, fue el miembro de los Big Star, Alex Chilton, quien se ofreció en 1977 para producirles sus primeras grabaciones, las cuales vieron la luz en el sello del grupo, Vengeance Records.
Las grabaciones se produjeron en Memphis, realizando canciones propias, como “Human Fly”, o covers de Ricky Nelson o los Trashmen, cuya conocida canción “Surfin’ Bird” se convirtió en el primer single de The Cramps, aparecido en 1978. La cara b era la versión de Jack Scott “The way I walk”.
El tema propio “Human Fly” sería su segundo sencillo. Mientras tanto seguían girando con éxito, fuese acompañando a las Runaways o girando junto a los Clash.
Miles Copeland, propietario del sello IRS/Illegal, fichó al grupo y allí publicaron el Ep “Gravest Hits” (1979), un disco que recogía los singles previos. También volaron al Reino Unido para telonear a Police.
Producido por Chilton, el primer disco grande de The Cramps sería “Songs the Lord taught us” (1980), un álbum lleno de diversión psychobilly y energía garajera, que contenía versiones de los Sonics (la fenonenal “Strychnine”), de Jimmy Stewart & His Nighthawks (la no menos fenomenal y rockanrolera “Rock on the moon”), de Johnny Burnette (“Tear it up”), la magnífica “Sunglasses after dark”, de Dwight Pullen, brillante conjunción entre psycho-garage y surf-rock, y el single “Fever”, tema versionado por muchos artistas, entre ellos Elvis Presley. Sus temas originales, todos disfrutables, destacan “T.V. Tome”, “Garbage man”, que sería su segundo sencillo, “Zombie Dance” o “I was a teenage werewolf”.
El disco fue recibido con entusiasmo entre la audiencia independiente, sonando con asiduidad en las college radios. Uno de sus grandes fans era un muchacho apellidado Morrissey, quien fundó la “Legion of the Cramped” junto a Lindsey Hutton unos años antes de alcanzar el éxito con los Smiths.
Después del disco Brian Gregory, inmerso en graves problemas con la heroína, dejó el grupo, huyendo en una furgoneta que contenía el equipo del grupo. Nunca más volverían a verle. Fue reemplazado en la guitarra por Julien Griensnatch, quien en breve fue sustituido por Kid Congo Powers, quien previamente había tocado con Gun Club.
La nueva formación, ahora asentada en Los Angeles, publicaría su segundo Lp, “Psychedelic Jungle”, un disco co-producido entre la banda, Carl Grover y Nigel Reeve que incluía sus temas “Voodoo Idol”, “Native are restless” o “Cavemen”. Versionaban oscuros cortes como el single “Goo Goo Muck” de Ronnie Cook & The Gaylads, “Primitive” del grupo de los 60 Groupies, “Green Fuz” de la banda garajera 60’s Randy Alvey & Green Fuz, o “Jungle Hop”, un tema del cantante y compositor de los años 50 Kip Tyler.
La cara b de “Goo Goo Muck” es uno de sus temas más conocidos, “She said”, versión del rockabilly Hasil Adkins.
Lamentablemente después de este álbum, los Cramps y su compañía discográfica rompieron relaciones y se enfrascaron un una batalla legal por pago de royalties. Este pleito prohibió al grupo realizar grabaciones durante un largo período.
Su vuelta a las tiendas de disco se produjo con “Smell of Female” (1983), disco en directo publicado en Enigma en el cual aparecía una versión de “Faster Pussycat”, tema de la película homónima de Russ Meyer, especialista en mujeres de generoso escote.
Con anterioridad a la salida de “Smell of female”, su antiguo sello publicó el recopilatorio “Off the bone” (1983).
En 1983 también dejó el grupo Kid Congo Powers, que sería reemplazado por varios guitarristas, ninguno de los cuales llegó a ocupar el puesto de manera permanente. Ike Knox, Drew Steele o Click Mort fueron alguno de ellos.
En Big Beat The Cramps publicarían el álbum “A Date with Elvis” (1986), un disco más pulido que sus previas grabaciones, las cuales habían sido más foscas y garajeras en el tratamiento sónico. A pesar de ello, en el álbum, con Poison Ivy tocando el bajo además de la guitarra, contiene piezas conocidas de su discografía, como “Can your pussy do the dog?”, “How far can too far go”, “Kizmiak”, “Aloha from Hell” o “What’s inside a girl?”.
Un año después publicaron otro álbum en vivo, ahora publicado en su sello Vengeance, “Rockin’n’Reelin’ in Auckland, New Zealand” (1987), en donde hacen dos covers de Elvis Presley, “Heartbreak Hotel” y “Do the clam”.
En Enigma aparecería, con la incorporación de la bajista Candy del Mar, “Stay Sick!” (1990), un Lp menor (aunque mayor para sus más acérrimos fans) con temas escuchables como “Bikini Girls with Machine Gun”, “Creature from the black leather lagoon”, “Mama Oo Pow Pow” o “Journey to the center of a girl”. Mejor que el disco eran sus siempre excitantes actuaciones en directo.
Tras este álbum Nick Knox dejaría a los Cramps, cansado de la vida en carretera. En “Look Mom, No Head!” (1991), endureciendo todavía más sus conocidas pautas en temas como “Alligator Stomp”, “Dames, Booze, Chains and Boots” o “Blow up your mind”, se habían añadido a la banda el bajista Slim Chance y el batería Jim Sclavunos.
En el disco ofertaban una versión de “Mini-Skirt Blues”, del grupo de garaje angelino de los 60 Flower Children.
Posteriores trabajos, como “Flamejob” (1994), “Big Beat from Badsville” (1997) o “Fiends of Dope Island” (2003) prorrogaban su pujante sonido psycho-rockabilly-surf-garage-rock incluyendo covers del mítico tema de Bobby Troup, “Route 66”, o del “Hung up” de los Wailers, legendaria banda de garage-rock 60’s, que ponían bien de manifiesto sus herencias sónicas.Para los no iniciados que deseen conocer su música nada mejor que acudir a recopilatorios como “Bad music for bad people” (1984) o “How to make a monster” (2004) e incluso mejor hacerse con su primer Lp, “Songs that Lord taught us” (1980).
http://pt.wikipedia.org/wiki/The_Cramps

E matéria sobre a morte de Lux Interior aqui:
http://www.portalrockpress.com.br/modules.php?name=News&file=article&sid=3280
“Em uma tarde de junho de 78, o Cramps chegou ao hospital psiquiátrico de Napa State, na Califórnia, para dar um concerto grátis aos pacientes. Esta gravação foi feita com um dos primeiros modelos de câmeras portáteis da Sony: em preto e branco, meio apagado e com algumas distorções na imagem e um só microfone (mas dá pra ver tranquilamente). Mesmo com a crueza do registro, e talvez ela até tenha favorecido muito na atmosfera dele, há uma perfeita captura da sinergia entre banda e público.
Como por exemplo a partir da segunda musica, quando os pacientes sobem no palco para cantar dançar e gritar desenfreadamente junto ao Cramps. Um registro antológico com uma despedida no melhor estilo punk: “Comam merda e morram!”. No que o público responde “é justo do que precisamos”. Obrigatório.
Formato: AVI
E por que haverias de querer...

Na tua cama?
Disse palavras líquidas, deleitosas, ásperas
Obscenas, porque era assim que gostávamos.
Mas não menti gozo prazer lascívia
Nem omiti que a alma está além, buscando
Aquele Outro. E te repito: por que haverias
De querer minha alma na tua cama?
Jubila-te da memória de coitos e de acertos.
Ou tenta-me de novo. Obriga-me.
Hilda Hilst
segunda-feira, 18 de maio de 2009
Paul McCartney
- Pizza And Fairy Tales. Com outtakes e demos de estúdio provavelmente gravados em 1985.
- Back To The Big Egg. Gravado ao vivo no Japão em março de 1990, no show Paul está um pouco rouco o que em vez de prejudicar acabou sendo um plus a mais, porque nem rouco o cara desafina.
- Paul McCartney - Acoustic. Este é uma compilação de faixas extraídas de uma apresentação especial para a BBC Radaio 2 chamada "Sold On Song", foi gravada nos estúdios da Abbey Road em 27 de julho, de 2005 e foi ao ar em 17 de setembro do mesmo ano. Uma pequena festa no estúdio Nº 2 presenciada por alguns amigos e um pequeno grupo de privilegiados fãs.

Paul McCartney é vegetariano e já declarou à imprensa como tomou essa decisão: "Há muitos anos, estava pescando e, enquanto puxava um pobre peixe, entendi: eu o estou matando, pelo simples prazer que isso me dá. Alguma coisa fez um clique dentro de mim. Entendi, enquanto olhava o peixe se debater para respirar, que a vida dele era tão importante para ele quanto a minha é para mim". É membro honorário e participante ativo das campanhas do PETA (People for the Ethical Treatment of Animals, ou Pessoas pelo tratamento ético dos animais, em português).
Fonte Wikipédia

Na tarde de 9 de dezembro, de 1980, ao sair de um estúdio na Oxford Street, McCartney foi rodeado de jornalistas perguntando a respeito da morte de Lennon. Disse, "Eu estou chocado - isto é uma notícia terrível" acrescentando ainda que passou o dia no estúdio por não querer ficar em casa sentado sem fazer nada." Ele foi muito criticado pela frieza com que recebeu a notícia da morte de John Lennon. Quatro anos depois, numa entrevista para a revista Playboy, McCartney afirmou que ficou assistindo ao noticiário na televisão aquela noite e chorou a noite inteira. Ele relembrou ainda do seu último telefonema a John, logo após o lançamento do álbum Double Fantasy. Segundo McCartney, no telefonema Lennon disse rindo a Paul, "Esta esposa quer uma carreira!" A palavra esposa foi usada em referência ao termo esposo-Lennon, por John ter tomado conta do filho durante anos. Após a morte de Lennon, McCartney voltou ao trabalho mas ficou durante muito tempo sem tocar ao vivo. Ele explicou que isso era devido ao nervosismo de ser o próximo a ser assassinado.
Fonte Wikipédia
[*] [*]Paul McCartney - Back To The Big Egg [2005]
[*] [*]Paul McCartney - Acoustic [2005]
sábado, 16 de maio de 2009
Depus a Máscara

Jethro Tull - Live in Essen, Alemanha (21/01/1972)
Não deixem de baixar esta pérola!
2 - Thick As A Brick
3 - Aqualung
4 - To Cry You A Song
5 - A New Day Yesterday
6 - Cross-eyed Mary
7 - Tomorrow Was Today, Hymn 43 (medley)
8 - Nothing Is Easy
Tamanho: 69, 2 mb (parte 1) – 67, 7 mb (parte 2)
***Em 256 kbps***


My God
People -- what have you done --
locked Him in His golden cage.
Made Him bend to your religion --
Him resurrected from the grave.
He is the god of nothing --
if that's all that you can see.
You are the god of everything --
He's inside you and me.
So lean upon Him gently
and don't call on Him to save you
from your social graces
and the sins you used to waive.
The bloody Church of England --
in chains of history --
requests your earthly presence at
the vicarage for tea.
And the graven image you-know-who --
with His plastic crucifix --
he's got him fixed --
confuses me as to who and where and why --
as to how he gets his kicks.
Confessing to the endless sin --
the endless whining sounds.
You'll be praying till next Thursday to
all the gods that you can count.


Oh povo – o que você fez? –
trancou a Ele em Sua jaula dourada.
Fizeram com que Ele se curvasse a sua religião –
Ele ressuscitou do túmulo.
Ele não é o deus de nada –
se isso é tudo que você pode ver.
Você é o deus de tudo
Ele está dentro de você e de mim.
Então curve-se a Ele gentilmente
e não visite a Ele para se salvar
das suas graças sociais
e os pecados você usou para renunciar.
A sangrenta Igreja da Inglaterra –
na corrente da história –
requere sua presença terrena
na paróquia para o chá.
E a imagem gravada você – sabe – quem –
com o crucifixo de plástico Dele –
ele o mantém preso –
me confundo igual a quem e onde e porque –
igual a como ele conseguiu sua diversão.
Confessando o pecado final –
os sons do capricho final.
Você estará rezando até a próxima quinta-feira para
todos os deuses que você puder contar.
segunda-feira, 11 de maio de 2009
O Anão Triste

quarta-feira, 6 de maio de 2009
S C R A P O M A T I C
Fora das atividades do Scrapomatic, Paul Olsen permanece ativo em Nova York como bandleader, onde recebeu um importante prêmio da ASCAP (American Society of Composers, Authors and Publishers) pela autoria de "Transition" música do primeiro álbum deles. Mike Mattison assumiu a função de cantor principal na Derek Trucks Band em 2002, fazendo 125 apresentações anuais com o famoso guitarrista virtuoso. Seu primeiro disco de estúdio com a Derek Trucks, foi o Songlines, lançado pela Columbia Records em fevereiro de 2006, conseguindo as críticas mais favoráveis que a banda já obteve até hoje, sendo apontado por muitos como o melhor disco do grupo. Mas Mike também está no álbum Live at Georgia Theatre, de 2004, igualmente festejado pela crítica.
Como uma pegada nova, tanto para o blues urbano quanto para o rural, Scrapomatic chega com uma convincente variedade de faixas vibrantes, emocionais e cruas ao fazer sua estréia pelo selo Landslide Records. Para quem duvidar ai está o disco, ouçam e tirem suas próprias opiniões, de quebra ainda vai um bootleg muito do bem gravado e tão bom quanto o disco oficial e de demonstra bem a carisma deles no palco.
terça-feira, 28 de abril de 2009
TRISTEZAS DA LUA

Por: Charles Baudelaire

Como uma bela, entre coxins e devaneios,
Que afaga com a mão discreta e vaporosa,
Antes de adormecer, o contorno dos seios.
No dorso de cetim das tenras avalanchas,
Morrendo, ela se entrega a longos estertores,
E os olhos vai pousando sobre as níveas manchas
Que no azul desabrocham como estranhas flores.

Se às vezes neste globo, ébria de ócio e prazer,
Deixa ela uma furtiva lágrima escorrer,
Um poeta caridoso, ao sono pouco afeito,

No côncavo das mãos toma essa gota rala,
De irisados reflexos como um grão de opala,
E bem longe do sol a acolhe no seu peito.

Fonte: Wikipédia
MANGÁ NÃO É HENTAI, MAS PODE SER
Outro dia quando a Neide ainda aparecia por aqui para conversar com os amigos (e já faz tempo, né dona Neide?), estávamos falando sobre quadrinhos quando a conversa descambou para um lado oriental e percebi que ela fez uma pequena confusão entre mangá e hentai, pois falava-mos de arte erótica a qual ela se referiu como mangá, um equívoco bastante comum, pois muita gente faz essa confusão. Na verdade, Neide não estava totalmente errada porque um mangá pode ser erótico, mas não necessariamente.
O mangá ou manga (漫画), em japonês significa história em quadrinhos, é também um estilo característico de desenhar e teve origem no século VIII D.C. Porém, o traçado que conhecemos hoje surgiu no início do século passado através do magaka (desenhista de mangá) Osamu Tezuka, que por sua vez foi influenciado pelo famoso desenhista ocidental Walt Disney, de quem Tezuka emprestou a forma exagerada de desenhar as características faciais (olhos, boca, sobrancelhas e nariz) a fim de dar mais expressividade aos personagens. Dessas características a mais observada hoje em dia são os olhos grandes, presença praticamente obrigatória em quase todos os mangás. Creio que essa influência explica a grande questão indagada por muitos: se os personagens são orientais, por que diabos os olhos são tão grandes? Agora você já sabe!
Já o hentai (変態) é o termo japonês usado para designar desenhos de teor pornográfico. Nos países ocidentais é usado para se referir em especial à pornografia nos estilos japoneses de desenho (mangá) ou animação (anime). Acredita-se que o foi inspirado na arte erótica existente no Japão desde o período Edo, que ocorreu de 1600 a 1867. Naquela época, eram comuns gravuras tradicionais, conhecidas como ukiyo-e, que tratavam sobre todos os temas, inclusive o sexo e a nudez. Estas eram conhecidas como shunga, e utilizadas como manual para instruir recém-casados na prática do sexo, ou como objeto para auxiliar a masturbação. Muitas vezes, coleções de shunga eram dadas como presente de casamento para serem usadas na lua-de-mel.Para ilustrar essa didática, aqui vai um divertido hentai, que encontrei num site japonês, não me lembro quando (faz um tempão) nem onde, mas é bem bacaninha para cacete.
segunda-feira, 27 de abril de 2009
Gov't Mule - Live at the House of Blues [2001]
Excelente qualidade de som, registrando um momento de grande inspiração da banda.

Gov't Mule Live at House Of Blues
Recorded 2001 - 10 - 27 New Orleans , LA
Bootleg
@ 180kbps
Source: Mastered From The Original Soundboard Dat
Warren Haynes - guitar & vocals
Matt Abts - drums
Dave Schools - bass
Chuck Leavell - keyboards
CD - 1 -
01. Goin' Out West *
02. World Gone Wild *
03. Fire In The Kitchen *>
04. Beautifully Broken *
05. Sco-Mule *
06. Fallen Down *>
07. The Other One jam *>
08. Fallen Down outro*
09. Rocking Horse *>
10. 30 Days In The Hole *
CD - 2 -
01. Wandering Child **
02. Tear Me Down **
03. Since I've Been Loving
You **
04. Left Coast Groovies **>
05. Compared To What *
06. Bad Little Doggie *>
07. Blind Man In The Dark *
08. Mule *>Third Stone
Jam *>
09. Norwegian Wood tease *>
10. Third Stone jam *> Mule
outro *
encore :
11. - crowd -
12. Keyboard intro > Soulshine *
* Dave Schools on bass
** Oteil Burbridge on bass
*** Chuck Leavell & Dave
Schools, partial, no lyrics
Soundcheck: Fire In The Kitchen,
Miss You ***, Beautifully Broken
Biografia Gov't Mule publicada em 06/04/06 no site Whiplash.net:
[Warren] ...eu, você e o baterista certo...
[Woody] ...sim, eu, você e Matt Abts...
...nascido em Oklahoma (30/09/1953) e tendo viajado por praticamente todos os EUA morando em diversas bases militares (o pai de Matt era tenente do exército), até se radicar definitivamente em Virgínia aos 16 anos, e começado sua carreira tocando em bares, tendo ao pouco se consolidado como músico de apoio, inclusive tocado junto com gente do cacife de Ronnie Montrose , Mick Taylor (ex-Rolling Stones) e Chris Anderson. Em meados de 1985 toca por algum tempo na banda de Dickey Betts, onde fica conhecendo Haynes e...
... Allen Woody, nascido em Nashville (03/10/1955), tendo participado de diversas bandas regionais de country-rock e blues, incluindo "The Artimus Pyle Band". Chegou também a participar de uma turnê da banda de Peter Criss. Porém, foi atuando como músico de estúdio que conheceu um guitarrista que mais tarde iria convidá-lo para tocar no Allman Brothers. Seu nome: Warren Haynes...
... nascido em Asheville (06/07/1960) Haynes começou à atuar como músico profissional aos dezesseis anos de idade tocando em algumas bandas locais, tendo permanecido por algum tempo numa banda chamada "Ricochet", que chegou à atingir algum sucesso regional, até que em 1980 recebe um convite de David Allan Coe (famoso músico de country-rock norte-americano) para tocar em sua banda. Através dele fica conhecendo Dickey Betts e Gregg Allman ,quando abriram um show dos Allman Brothers em Atlanta. Dickey fica impressionado com o estilo do jovem guitarrista. Em 1984 ,após excursionar por todos os EUA e Europa, Warren retorna à Nashville para fazer alguns trabalhos como músico de estúdio, na mesma época em que Dickey estava por lá gravando um álbum solo, e precisava de algumas pessoas para atuarem como "backing vocals", e eis que Warren foi um dos escalados. Ao vê-lo, Dickey perguntou: "o que faz aqui?". Warren respondeu: "vou ser um dos backing-vocals". Dickey então disse: "ok, trouxe sua guitarra?" . Warren respondeu que não e ambos começaram à rir. Prosseguiram nos trabalhos, e mais tarde Dickey convidou Warren para trabalhar em algumas músicas, que acabaram sendo inclusas no álbum "Pattern Disruptive". Greg também gostou do guitarrista, tendo inclusive gravado uma faixa de sua co-autoria (Just before the bullets fly), e quando o Allman Brothers foi reformulado em 1989 Warren foi chamado para ser o guitarrista da banda, função que com o passar do tempo foi se ampliando, até o ponto de estar atuando nos vocais e compondo. Além disso, Warren tocou como músico de estúdio em vários discos e lançou um disco solo em 1993 (veja relação ao final).
Após este contato inicial ,começam a ensaiar, e eis que um dia Jaimoe (baterista do Allman Brothers), após assistir a um desses ensaios, sugere adotarem o nome "Gov’t Mule", ao que a banda prontamente aceita. Nas palavras de Haynes "este nome pode significar coisas diferentes para pessoas diferentes; por outro lado serve perfeitamente para nos descrever - somos como um indolente, trabalhador e não-glorioso animal!". (Embora não haja uma tradução apropriada para a língua portuguesa, Gov’t Mule significa algo próximo a "mula de carga").
Fizeram sua primeira apresentação em 12/05/94 no The Palamino, Hollywood CA, mesclando composições próprias com alguns covers (Mr. Big, Little Red Rooster, Killing Floor), porém com uma roupagem totalmente diferente (podemos até dizer, "com uma roupagem à la Gov’t Mule"), característica que se manteve até hoje, haja visto a quantidade de versões que costumam tocar ao vivo (War Pigs do Black Sabbath, Thick As A Brick do Jethro Tull, My Generation do The Who etc). Com isto surgiu uma outra peculiaridade da banda, o fato de praticamente não repetirem nenhum set, tornando cada show uma experiência única para os presentes. Evidentemente os fãs mais "hardcores" e principalmente aqueles completistas teriam motivos de sobra para arrancar os cabelos, afinal é virtualmente impossível acompanhar todas as apresentações da banda! Porém outra característica peculiar do pessoal é permitir que todos os shows sejam gravados pelos fãs! Embora não se trate de uma prática nova, afinal o pessoal do Grateful Dead já fazia isto desde a década de 60, o Gov’t Mule é a primeira banda que além de fazer isto, ainda cede espaço no seu site oficial na Internet para os fãs trocarem gravações!
No ano seguinte lançam seu primeiro auto-intitulado cd pela Relativity Records, contando com três releituras - dentre elas uma canção ,"a capella", do bluesman Son House - gravado praticamente ao vivo (com exceção de alguns poucos overdubs - descritos no encarte do cd!). Um dos pontos altos é "Trane" - inspiradíssimo instrumental baseado e em homenagem a John Coltrane - um dos ídolos de Haynes.
Prosseguem fazendo shows que vão se tornando cada vez mais concorridos, até que no início de 1996 lançam seu primeiro registro ao vivo, o "Live at Roseland Ballroom", gravado na noite de Ano Novo de 95/96 (totalmente sem overdubs), numa turnê conjunta com o pessoal do Blues Traveler. Abrem com uma versão ampliadíssima (16:34min) e cheia de improvisos de "Trane", passando por uma releitura de "Don’t Step On The Grass, Sam" (do Steppenwolf), culminando com outra versão inspiradíssima de "Mule".
"Táis pronto prô coice da mula?" (frase ouvida na fila da bilheteria)
Em 1996 vêm ao Brasil para se apresentar no Nescafé & Blues Festival, fazendo três apresentações , uma no Palace em São Paulo dia 30/05, e além de canções próprias coverizam "Mr.Big" do Free, "Don’t step on the grass, Sam" do Steppenwolf, "Presence of the Lord" do Blind Faith e "Just Got Paid" do ZZTop. Dia 31 é a vez do Canecão ,no Rio em 31/05, onde vamos ouvir dentre outras Mr.Big/Presence of the Lord e "End of the line" dos Eagles. Por fim, em Salo de Atos ,em Porto Alegre dia 01/06, onde, além de tocarem os covers já citados ,ainda incluem Born under a bad sign (versão à la Cream) e Never in my life (Mountain).
Ainda em 1996 Haynes é eleito pela segunda vez consecutiva "best slide guitarrist" ,pela conceituada Guitar Player americana, pelo seu trabalho no Gov’t Mule. Isto aliado à crescente fama angariada pelo trio culmina numa inversão de valores, pois inicialmente tanto Haynes quanto Woody viam a banda como um projeto paralelo ao Allman Brothers Band, e no final estavam dedicando menos tempo a esta última. Com isto resolvem deixar os Allman definitivamente em Abril de 1997.
Neste mesmo ano assinam com a Capricorn Records, e gravam mais um cd de estúdio, desta vez produzido por Michael Barbiero (Soundgarden, Gun’s Roses, Blues Traveller). Lançado em fevereiro de 1998, Dose possui mais uma canção "à capella" ("John The Revelator"), instrumentais intrigantes ("Thelonius Beck" - homenageia Thelonius Monk e Jeff Beck!), covers inusitados ("She Said She Said" dos Beatles), e pela primeira vez uma doce e lírica canção encerrando o cd - "I Shall Return". Um detalhe interessante deste trabalho é que há uma edição limitada em vinil com uma faixa a mais!
Ainda neste ano gravam "Gonna send you back to Georgia" para um tributo ao bluesman Hound Dog Taylor, lançado pela Alligator Records.
Novamente na noite de Ano Novo fazem mais uma apresentação memorável, desta vez no "The Roxy" em Atlanta, que rende mais mais um cd (desta vez duplo) ao vivo: "Live... With A Little Help From Our Friends", lançado pela Capricorn no início de 1999. Possui boa parte do show (afinal foram mais de 4 horas de duração!). Porém os fãs mais radicais não ficam inteiramente contentes, e eis que dia 16 de novembro deste mesmo ano soltam no mercado um box set contendo o show na íntegra (veja review).
Atualmente Allen e Matt estão envolvidos num projeto paralelo, o "BlueFloyd" - no qual juntamente com Marc Ford, Johnny Neel e Berry Oakley Jr. se dedicam a tocar covers do Pink Floyd em versão "bluesy"... enquanto isto Warren Haynes ao que se sabe está tirando algumas férias ao lado da família... por pouco tempo, pois o próximo álbum de estúdio do Gov't Mule está programado para ser lançado no início de março de 2000... e logo após a banda sairá em turnê mundial... tomara que retornem ao Brasil!
Nota: Bem... o texto acima é de 2006 e o projeto "BlueFloyd" não aportou por aqui, mas a "Mula" ainda vive e está andando por aí, quem sabe ainda não pasta por aqui? (Woody)
domingo, 26 de abril de 2009
A moça mostrava a coxa
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
THE LA'S


A partir daí, começou uma novela com um final não muito feliz. O primeiro single, Way Out, lançado em outubro de 1987, foi mixado e produzido por Gavin MacKillop (Goo Goo Dolls, The Rembrandts, The Church...), chegando a figurar na parada entre os 100 mais e recebendo elogios do frontman dos Smiths, Morrissey, através da revista Melody Maker, mas não teve grande repercussão. Cinco mil cópias foram prensadas e acabaram se tornando um item bastante disputados pelos fãs e colecionadores. Este foi o início da carreira musical do La’s, que duraria pouco mais de cinco anos até eles espirrarem para fora dos holofotes em 1992. O motivo do fim foi justamente o primeiro álbum, que custou a sair. Lee Mavers queria controlar todas as atividades da banda e estava obcecado à procura do som perfeito, algo parecido com o que aconteceu com Brian Wilson, dos Beach Boys, no álbum Smile. Por causa disso, eles gravaram e regravaram várias vezes as mesmas músicas trocando de estúdio, produtor e até de line-up,
apenas Mavers e Power permaneceram. Enquanto o disco não saía, lançaram, em 1988, o single de “There She Goes”, a exemplo do primeiro lançamento a música não repercutiu muito, mas seria o maior hit da banda no futuro. Depois de trabalhar com o produtor Jeremy Allom no Pink Museum Studio, em Liverpool, a banda estava prestes a lançar o single de "Timeless Melody", em maio 1989. A música, uma das minhas prediletas, chegou a tocar nas rádios e foi apontada como “gravação da semana” pela revista britânica Musical Express. Mas o pentelho do Mavers ficou descontente com a forma que ela soava e o single não foi liberado comercialmente. O lado B desse não lançamento incluía uma versão de "Clean Prophet", que ainda permanece oficialmente não lançada, e uma blues jam chamada "Ride Yer Camel". Esse disco é extremamente raro, pois foram feitas apenas algumas prensagens de teste, nem preciso dizer que é disputado a socos, tapas e pontapés pelos tais colecionadores.
Fontes: Wikipedia, BBC, AMG.

Mavers formed the group in Liverpool with bassist John Power, guitarist Paul Hemmings, and drummer John Timson. On the strength of their demo tapes, Go! Discs signed the band in 1987, releasing the single "Way Out"; it received good reviews, yet it wasn't a chart success. Similarly, the following year's "There She Goes" received good press yet stalled on the charts. With a new lineup featuring bassist James Joyce, guitarist Cammy (born Peter James Camell), and Lee's brother Neil on drums, the La's began recording their debut album that same year. The record didn't appear until 1990. Even though Mavers claimed it was rush released, the Steve Lillywhite-produced The La's received glowing reviews and strong sales; a re-released "There She Goes" entered the U.K. Top 20 and hit number 49 in America. For most of 1991, the band was on tour. At the end of the year, they went back to the studio to record their follow-up. This time, Mavers was in complete control and he took his time to perfect the album, re-recording tracks and rewriting songs. The La's disappeared without a trace from the pop music scene. Mavers and a reconstituted band resurfaced in the spring of 1995, playing a handful of supporting concerts that featured a couple of new songs.
By Stephen Thomas Erlewine AMG
[*]The La's - Lost La's 1984-1986 [2001]
[*]Cast - Beetroot [2001]
[*]Mike Badger - Double Zero [2000]
[*]sábado, 31 de janeiro de 2009
Não Estou

E essa coisa central, que é coisa nenhuma,
É-me agradável como o ar da noite,
Fresco em contraste com o verão quente do dia,
Não estou pensando em nada, e que bom!
Pensar em nada
É ter a alma própria e inteira.
Pensar em nada
É viver intimamente
O fluxo e o refluxo da vida...
Não estou pensando em nada.
E como se me tivesse encostado mal.
Uma dor nas costas, ou num lado das costas,
Há um amargo de boca na minha alma:
É que, no fim de contas,
Não estou pensando em nada,
Mas realmente em nada,
Em nada...
.
Álvaro de Campos
quarta-feira, 31 de dezembro de 2008
Joe Farrell - Canned Funk [1975]
O saudoso Joe Farrell. Se você não conhece esse saxofonista e flautista, saiba que deveria. Afinal ele já tocou com meio mundo, músicos do primeiro escalão como Chick Corea, John McLaughlin, Dave Holland, Jack DeJohnette, Buster Williams, Elvin Jones, Airto Moreira, Stanley Clarke, Jack DeJohnette, Joe Beck, Don Alias, George Benson, Art Pepper, Billy Cobham, Average White Band, Flora Purin, Tom Jobim, Hermeto Pascoal… São só alguns dos muitos parceiros que ele já teve. É meu amigo, o cara não era fraco não! Merece até um post mais caprichado a seu respeito, mas no momento o foco é esse Canned Funk. Estávamos em meados dos anos 80 quando um amigo me descolou uma fita cassete com a gravação desse disco. Farrell já não era um desconhecido para mim, mas até então, eu nunca tinha ouvido nada solo dele que me agradasse tanto quanto aquele disco, um jazz funk com muito soul e swing. Mais tarde, pude perceber que esse som foi uma característica marcante da fase em que Farrel trabalhou pelo selo CTI (1970 – 74), do lendário produtor Creed Taylor (taí outro que merece um post), que ao lado de Rudy Van Gelder, outra figura antológica da produção jazzística, criou uma série de obras primas.
Com tantos prós e nenhum contra, saí na captura do LP em tudo quanto foi loja e nécas! Nada de encontrar o tal Canned Funk, nem importado! O tempo foi passando, a fita desgastando, até sumir e eu já nem me lembrava do som quando, no final dos anos 90, aquele mesmo amigo me aparece com um CD caseiro contendo uma seleção de músicas de três discos do Farrell: Outback (1971), Moon Germs (1972) e Canned Funk, mas na capa do CD estava um scan, justamente, do famigerado disco. Àquela altura do campeonato, eu já conhecia e tinha os outros dois álbuns, mas ainda não encontrara o Canned Funk, cuja capa, maravilhosa, diga-se de passagem, eu via pela primeira vez (um magistral trabalho do fotógrafo americano Pete Turner). Novamente fui procurar nos sebos para ver se encontrava o disco, afinal já estávamos na era do CD e discos do Joe Farrell estavam praticamente dados nos sebos (isso há 10 anos, porque hoje estão caríssimos). Porém, mais uma vez dei com os burros n’água e pior, dessa vez, eu só tinha algumas faixas do disco porque a fita já era fazia tempos. Mesmo quando começou essa onda de baixar músicas pela net, eu não o encontrei, até que no finzinho de 2007, sem nenhum aviso dou de cara com o Canned Funk inteirinho à minha disposição num site russo chamado Noname. Com a ajuda de um software de tradução, consegui me inscrever no site e finalmente passei a possuir uma cópia do tão almejado disco. De lá para cá, esse disco se tornou um pouco mais comum na net e já não é tão difícil encontrá-lo por aí, tanto que a cópia que está aqui, eu baixei por esses dias sem grandes dificuldades, mas ainda me lembro da emoção de encontrar Canned Funk depois de tantos anos de busca. Uma alegria que divido agora com os freqüentadores deste blog, na esperança de que esse “funk enlatado” também faça a cabeça de vocês.
Joe Farrell - Canned Funk
Review by Fleamarketfunk
Now that I’m back, rested, and ready to go, I thought I’d pull out the newest addition to the FMF stable. It’s a record that I wasn’t really looking for, but decided to pick up because I knew the tune, and I am definitely a fan of the record label, despite the naysayers who claim it’s a “tepid terd”. In fact, I like everything about this label. From the musicians to the cover art, there is a love affair with these records that is still strong. I’ve been reading The House That Trane Built: The Story of Impulse Records, and my respect for Creed Taylor has doubled. The guy is amazing, and I will definitely not stop buying CTI records. This record hasn’t shown up at any of my local spots, and well, I had to jump on it. A lot of other CTI records do, and I’ve gotten some great ones throughout my digging career. From George Benson to Hubert Laws, when I see the shiny gate fold cover I can’t resist. Let’s get into Joe Farrell and “Canned Funk” on one of my favorite record labels, Creed Taylor’s CTI, from 1975.
Joe Farrell picked up the clarinet at the age of eleven. He went on to graduate from the University of Illinois, eventually uprooting himself and moving (like many Jazz musicians) to New York City. While in the Big Apple, he linked up with Maynard Fergusen and Slide Hampton. A very accomplished saxophone player and flutist, Farrell has played with a who’s who of Jazz musicians, including Jack DeJohnette,Charles Mingus, Andrew Hill, Herbie Hancock, Jaki Byard, Stanley Clarke, Elvin Jones and as a stand out musician with Chick Corea’s “Return to Forever”. He definitely had a good run during the 70’s with his CTI releases, riding on the coat tails of his success with Fergueson. A nasty drug habit would catch up with him during his final years in Los Angeles, where he worked with a lot of different people, including the Mingus Dynasty and Louis Hayes. He died in 1986.
If the Pete Turner photograph on the cover wasn’t enough, (I mean who ever gets an eyeball in their can of peaches?) the record was produced by Taylor and engineered by the genius known as Rudy Van Gelder in his Englewood Cliffs Studio in December of 1974. The song’s line up was as follows: Joe Farrell (tenor sax); Joe Beck (guitar); Herb Bushler (bass); Jim Madison (drums); and Ray Mantilla (congas and percussion). There’s some heavy Funk/ Jazz/ Fusion going on, and it’s obvious why Farrell’s saxophone sound was sought after during the 70’s. In this period, you had all these heavy Jazz players laying down Funk tracks (or their interpretation of), and apparently playing the role while they recorded. They would don the Funk outfits of the time, and get to work in the studio. The Funk would get into them people, and I can just see heavyweights like Milt Jackson wearing a Walt “Clyde” Frazier hat (complete with feather!) as he funked up the vibes. This is by far the longest side I’ve put on FMF (clocking in at over 7 minutes), but IMHO, it’s a really unique song. If you can’t get a hold of this nugget on vinyl, CTI released a compilation called “The Birth of the Groove”, which we here at FMF highly recommend. I am partial to CTI releases, and this tune is definitely a keeper.
From: Fleamarketfunk.wordpress.com 2007/09/26
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