
segunda-feira, 11 de maio de 2009
O Anão Triste

quarta-feira, 6 de maio de 2009
S C R A P O M A T I C
Fora das atividades do Scrapomatic, Paul Olsen permanece ativo em Nova York como bandleader, onde recebeu um importante prêmio da ASCAP (American Society of Composers, Authors and Publishers) pela autoria de "Transition" música do primeiro álbum deles. Mike Mattison assumiu a função de cantor principal na Derek Trucks Band em 2002, fazendo 125 apresentações anuais com o famoso guitarrista virtuoso. Seu primeiro disco de estúdio com a Derek Trucks, foi o Songlines, lançado pela Columbia Records em fevereiro de 2006, conseguindo as críticas mais favoráveis que a banda já obteve até hoje, sendo apontado por muitos como o melhor disco do grupo. Mas Mike também está no álbum Live at Georgia Theatre, de 2004, igualmente festejado pela crítica.
Como uma pegada nova, tanto para o blues urbano quanto para o rural, Scrapomatic chega com uma convincente variedade de faixas vibrantes, emocionais e cruas ao fazer sua estréia pelo selo Landslide Records. Para quem duvidar ai está o disco, ouçam e tirem suas próprias opiniões, de quebra ainda vai um bootleg muito do bem gravado e tão bom quanto o disco oficial e de demonstra bem a carisma deles no palco.
terça-feira, 28 de abril de 2009
TRISTEZAS DA LUA

Por: Charles Baudelaire

Como uma bela, entre coxins e devaneios,
Que afaga com a mão discreta e vaporosa,
Antes de adormecer, o contorno dos seios.
No dorso de cetim das tenras avalanchas,
Morrendo, ela se entrega a longos estertores,
E os olhos vai pousando sobre as níveas manchas
Que no azul desabrocham como estranhas flores.

Se às vezes neste globo, ébria de ócio e prazer,
Deixa ela uma furtiva lágrima escorrer,
Um poeta caridoso, ao sono pouco afeito,

No côncavo das mãos toma essa gota rala,
De irisados reflexos como um grão de opala,
E bem longe do sol a acolhe no seu peito.

Fonte: Wikipédia
MANGÁ NÃO É HENTAI, MAS PODE SER
Outro dia quando a Neide ainda aparecia por aqui para conversar com os amigos (e já faz tempo, né dona Neide?), estávamos falando sobre quadrinhos quando a conversa descambou para um lado oriental e percebi que ela fez uma pequena confusão entre mangá e hentai, pois falava-mos de arte erótica a qual ela se referiu como mangá, um equívoco bastante comum, pois muita gente faz essa confusão. Na verdade, Neide não estava totalmente errada porque um mangá pode ser erótico, mas não necessariamente.
O mangá ou manga (漫画), em japonês significa história em quadrinhos, é também um estilo característico de desenhar e teve origem no século VIII D.C. Porém, o traçado que conhecemos hoje surgiu no início do século passado através do magaka (desenhista de mangá) Osamu Tezuka, que por sua vez foi influenciado pelo famoso desenhista ocidental Walt Disney, de quem Tezuka emprestou a forma exagerada de desenhar as características faciais (olhos, boca, sobrancelhas e nariz) a fim de dar mais expressividade aos personagens. Dessas características a mais observada hoje em dia são os olhos grandes, presença praticamente obrigatória em quase todos os mangás. Creio que essa influência explica a grande questão indagada por muitos: se os personagens são orientais, por que diabos os olhos são tão grandes? Agora você já sabe!
Já o hentai (変態) é o termo japonês usado para designar desenhos de teor pornográfico. Nos países ocidentais é usado para se referir em especial à pornografia nos estilos japoneses de desenho (mangá) ou animação (anime). Acredita-se que o foi inspirado na arte erótica existente no Japão desde o período Edo, que ocorreu de 1600 a 1867. Naquela época, eram comuns gravuras tradicionais, conhecidas como ukiyo-e, que tratavam sobre todos os temas, inclusive o sexo e a nudez. Estas eram conhecidas como shunga, e utilizadas como manual para instruir recém-casados na prática do sexo, ou como objeto para auxiliar a masturbação. Muitas vezes, coleções de shunga eram dadas como presente de casamento para serem usadas na lua-de-mel.Para ilustrar essa didática, aqui vai um divertido hentai, que encontrei num site japonês, não me lembro quando (faz um tempão) nem onde, mas é bem bacaninha para cacete.
segunda-feira, 27 de abril de 2009
Gov't Mule - Live at the House of Blues [2001]
Excelente qualidade de som, registrando um momento de grande inspiração da banda.

Gov't Mule Live at House Of Blues
Recorded 2001 - 10 - 27 New Orleans , LA
Bootleg
@ 180kbps
Source: Mastered From The Original Soundboard Dat
Warren Haynes - guitar & vocals
Matt Abts - drums
Dave Schools - bass
Chuck Leavell - keyboards
CD - 1 -
01. Goin' Out West *
02. World Gone Wild *
03. Fire In The Kitchen *>
04. Beautifully Broken *
05. Sco-Mule *
06. Fallen Down *>
07. The Other One jam *>
08. Fallen Down outro*
09. Rocking Horse *>
10. 30 Days In The Hole *
CD - 2 -
01. Wandering Child **
02. Tear Me Down **
03. Since I've Been Loving
You **
04. Left Coast Groovies **>
05. Compared To What *
06. Bad Little Doggie *>
07. Blind Man In The Dark *
08. Mule *>Third Stone
Jam *>
09. Norwegian Wood tease *>
10. Third Stone jam *> Mule
outro *
encore :
11. - crowd -
12. Keyboard intro > Soulshine *
* Dave Schools on bass
** Oteil Burbridge on bass
*** Chuck Leavell & Dave
Schools, partial, no lyrics
Soundcheck: Fire In The Kitchen,
Miss You ***, Beautifully Broken
Biografia Gov't Mule publicada em 06/04/06 no site Whiplash.net:
[Warren] ...eu, você e o baterista certo...
[Woody] ...sim, eu, você e Matt Abts...
...nascido em Oklahoma (30/09/1953) e tendo viajado por praticamente todos os EUA morando em diversas bases militares (o pai de Matt era tenente do exército), até se radicar definitivamente em Virgínia aos 16 anos, e começado sua carreira tocando em bares, tendo ao pouco se consolidado como músico de apoio, inclusive tocado junto com gente do cacife de Ronnie Montrose , Mick Taylor (ex-Rolling Stones) e Chris Anderson. Em meados de 1985 toca por algum tempo na banda de Dickey Betts, onde fica conhecendo Haynes e...
... Allen Woody, nascido em Nashville (03/10/1955), tendo participado de diversas bandas regionais de country-rock e blues, incluindo "The Artimus Pyle Band". Chegou também a participar de uma turnê da banda de Peter Criss. Porém, foi atuando como músico de estúdio que conheceu um guitarrista que mais tarde iria convidá-lo para tocar no Allman Brothers. Seu nome: Warren Haynes...
... nascido em Asheville (06/07/1960) Haynes começou à atuar como músico profissional aos dezesseis anos de idade tocando em algumas bandas locais, tendo permanecido por algum tempo numa banda chamada "Ricochet", que chegou à atingir algum sucesso regional, até que em 1980 recebe um convite de David Allan Coe (famoso músico de country-rock norte-americano) para tocar em sua banda. Através dele fica conhecendo Dickey Betts e Gregg Allman ,quando abriram um show dos Allman Brothers em Atlanta. Dickey fica impressionado com o estilo do jovem guitarrista. Em 1984 ,após excursionar por todos os EUA e Europa, Warren retorna à Nashville para fazer alguns trabalhos como músico de estúdio, na mesma época em que Dickey estava por lá gravando um álbum solo, e precisava de algumas pessoas para atuarem como "backing vocals", e eis que Warren foi um dos escalados. Ao vê-lo, Dickey perguntou: "o que faz aqui?". Warren respondeu: "vou ser um dos backing-vocals". Dickey então disse: "ok, trouxe sua guitarra?" . Warren respondeu que não e ambos começaram à rir. Prosseguiram nos trabalhos, e mais tarde Dickey convidou Warren para trabalhar em algumas músicas, que acabaram sendo inclusas no álbum "Pattern Disruptive". Greg também gostou do guitarrista, tendo inclusive gravado uma faixa de sua co-autoria (Just before the bullets fly), e quando o Allman Brothers foi reformulado em 1989 Warren foi chamado para ser o guitarrista da banda, função que com o passar do tempo foi se ampliando, até o ponto de estar atuando nos vocais e compondo. Além disso, Warren tocou como músico de estúdio em vários discos e lançou um disco solo em 1993 (veja relação ao final).
Após este contato inicial ,começam a ensaiar, e eis que um dia Jaimoe (baterista do Allman Brothers), após assistir a um desses ensaios, sugere adotarem o nome "Gov’t Mule", ao que a banda prontamente aceita. Nas palavras de Haynes "este nome pode significar coisas diferentes para pessoas diferentes; por outro lado serve perfeitamente para nos descrever - somos como um indolente, trabalhador e não-glorioso animal!". (Embora não haja uma tradução apropriada para a língua portuguesa, Gov’t Mule significa algo próximo a "mula de carga").
Fizeram sua primeira apresentação em 12/05/94 no The Palamino, Hollywood CA, mesclando composições próprias com alguns covers (Mr. Big, Little Red Rooster, Killing Floor), porém com uma roupagem totalmente diferente (podemos até dizer, "com uma roupagem à la Gov’t Mule"), característica que se manteve até hoje, haja visto a quantidade de versões que costumam tocar ao vivo (War Pigs do Black Sabbath, Thick As A Brick do Jethro Tull, My Generation do The Who etc). Com isto surgiu uma outra peculiaridade da banda, o fato de praticamente não repetirem nenhum set, tornando cada show uma experiência única para os presentes. Evidentemente os fãs mais "hardcores" e principalmente aqueles completistas teriam motivos de sobra para arrancar os cabelos, afinal é virtualmente impossível acompanhar todas as apresentações da banda! Porém outra característica peculiar do pessoal é permitir que todos os shows sejam gravados pelos fãs! Embora não se trate de uma prática nova, afinal o pessoal do Grateful Dead já fazia isto desde a década de 60, o Gov’t Mule é a primeira banda que além de fazer isto, ainda cede espaço no seu site oficial na Internet para os fãs trocarem gravações!
No ano seguinte lançam seu primeiro auto-intitulado cd pela Relativity Records, contando com três releituras - dentre elas uma canção ,"a capella", do bluesman Son House - gravado praticamente ao vivo (com exceção de alguns poucos overdubs - descritos no encarte do cd!). Um dos pontos altos é "Trane" - inspiradíssimo instrumental baseado e em homenagem a John Coltrane - um dos ídolos de Haynes.
Prosseguem fazendo shows que vão se tornando cada vez mais concorridos, até que no início de 1996 lançam seu primeiro registro ao vivo, o "Live at Roseland Ballroom", gravado na noite de Ano Novo de 95/96 (totalmente sem overdubs), numa turnê conjunta com o pessoal do Blues Traveler. Abrem com uma versão ampliadíssima (16:34min) e cheia de improvisos de "Trane", passando por uma releitura de "Don’t Step On The Grass, Sam" (do Steppenwolf), culminando com outra versão inspiradíssima de "Mule".
"Táis pronto prô coice da mula?" (frase ouvida na fila da bilheteria)
Em 1996 vêm ao Brasil para se apresentar no Nescafé & Blues Festival, fazendo três apresentações , uma no Palace em São Paulo dia 30/05, e além de canções próprias coverizam "Mr.Big" do Free, "Don’t step on the grass, Sam" do Steppenwolf, "Presence of the Lord" do Blind Faith e "Just Got Paid" do ZZTop. Dia 31 é a vez do Canecão ,no Rio em 31/05, onde vamos ouvir dentre outras Mr.Big/Presence of the Lord e "End of the line" dos Eagles. Por fim, em Salo de Atos ,em Porto Alegre dia 01/06, onde, além de tocarem os covers já citados ,ainda incluem Born under a bad sign (versão à la Cream) e Never in my life (Mountain).
Ainda em 1996 Haynes é eleito pela segunda vez consecutiva "best slide guitarrist" ,pela conceituada Guitar Player americana, pelo seu trabalho no Gov’t Mule. Isto aliado à crescente fama angariada pelo trio culmina numa inversão de valores, pois inicialmente tanto Haynes quanto Woody viam a banda como um projeto paralelo ao Allman Brothers Band, e no final estavam dedicando menos tempo a esta última. Com isto resolvem deixar os Allman definitivamente em Abril de 1997.
Neste mesmo ano assinam com a Capricorn Records, e gravam mais um cd de estúdio, desta vez produzido por Michael Barbiero (Soundgarden, Gun’s Roses, Blues Traveller). Lançado em fevereiro de 1998, Dose possui mais uma canção "à capella" ("John The Revelator"), instrumentais intrigantes ("Thelonius Beck" - homenageia Thelonius Monk e Jeff Beck!), covers inusitados ("She Said She Said" dos Beatles), e pela primeira vez uma doce e lírica canção encerrando o cd - "I Shall Return". Um detalhe interessante deste trabalho é que há uma edição limitada em vinil com uma faixa a mais!
Ainda neste ano gravam "Gonna send you back to Georgia" para um tributo ao bluesman Hound Dog Taylor, lançado pela Alligator Records.
Novamente na noite de Ano Novo fazem mais uma apresentação memorável, desta vez no "The Roxy" em Atlanta, que rende mais mais um cd (desta vez duplo) ao vivo: "Live... With A Little Help From Our Friends", lançado pela Capricorn no início de 1999. Possui boa parte do show (afinal foram mais de 4 horas de duração!). Porém os fãs mais radicais não ficam inteiramente contentes, e eis que dia 16 de novembro deste mesmo ano soltam no mercado um box set contendo o show na íntegra (veja review).
Atualmente Allen e Matt estão envolvidos num projeto paralelo, o "BlueFloyd" - no qual juntamente com Marc Ford, Johnny Neel e Berry Oakley Jr. se dedicam a tocar covers do Pink Floyd em versão "bluesy"... enquanto isto Warren Haynes ao que se sabe está tirando algumas férias ao lado da família... por pouco tempo, pois o próximo álbum de estúdio do Gov't Mule está programado para ser lançado no início de março de 2000... e logo após a banda sairá em turnê mundial... tomara que retornem ao Brasil!
Nota: Bem... o texto acima é de 2006 e o projeto "BlueFloyd" não aportou por aqui, mas a "Mula" ainda vive e está andando por aí, quem sabe ainda não pasta por aqui? (Woody)
domingo, 26 de abril de 2009
A moça mostrava a coxa
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
THE LA'S


A partir daí, começou uma novela com um final não muito feliz. O primeiro single, Way Out, lançado em outubro de 1987, foi mixado e produzido por Gavin MacKillop (Goo Goo Dolls, The Rembrandts, The Church...), chegando a figurar na parada entre os 100 mais e recebendo elogios do frontman dos Smiths, Morrissey, através da revista Melody Maker, mas não teve grande repercussão. Cinco mil cópias foram prensadas e acabaram se tornando um item bastante disputados pelos fãs e colecionadores. Este foi o início da carreira musical do La’s, que duraria pouco mais de cinco anos até eles espirrarem para fora dos holofotes em 1992. O motivo do fim foi justamente o primeiro álbum, que custou a sair. Lee Mavers queria controlar todas as atividades da banda e estava obcecado à procura do som perfeito, algo parecido com o que aconteceu com Brian Wilson, dos Beach Boys, no álbum Smile. Por causa disso, eles gravaram e regravaram várias vezes as mesmas músicas trocando de estúdio, produtor e até de line-up,
apenas Mavers e Power permaneceram. Enquanto o disco não saía, lançaram, em 1988, o single de “There She Goes”, a exemplo do primeiro lançamento a música não repercutiu muito, mas seria o maior hit da banda no futuro. Depois de trabalhar com o produtor Jeremy Allom no Pink Museum Studio, em Liverpool, a banda estava prestes a lançar o single de "Timeless Melody", em maio 1989. A música, uma das minhas prediletas, chegou a tocar nas rádios e foi apontada como “gravação da semana” pela revista britânica Musical Express. Mas o pentelho do Mavers ficou descontente com a forma que ela soava e o single não foi liberado comercialmente. O lado B desse não lançamento incluía uma versão de "Clean Prophet", que ainda permanece oficialmente não lançada, e uma blues jam chamada "Ride Yer Camel". Esse disco é extremamente raro, pois foram feitas apenas algumas prensagens de teste, nem preciso dizer que é disputado a socos, tapas e pontapés pelos tais colecionadores.
Fontes: Wikipedia, BBC, AMG.

Mavers formed the group in Liverpool with bassist John Power, guitarist Paul Hemmings, and drummer John Timson. On the strength of their demo tapes, Go! Discs signed the band in 1987, releasing the single "Way Out"; it received good reviews, yet it wasn't a chart success. Similarly, the following year's "There She Goes" received good press yet stalled on the charts. With a new lineup featuring bassist James Joyce, guitarist Cammy (born Peter James Camell), and Lee's brother Neil on drums, the La's began recording their debut album that same year. The record didn't appear until 1990. Even though Mavers claimed it was rush released, the Steve Lillywhite-produced The La's received glowing reviews and strong sales; a re-released "There She Goes" entered the U.K. Top 20 and hit number 49 in America. For most of 1991, the band was on tour. At the end of the year, they went back to the studio to record their follow-up. This time, Mavers was in complete control and he took his time to perfect the album, re-recording tracks and rewriting songs. The La's disappeared without a trace from the pop music scene. Mavers and a reconstituted band resurfaced in the spring of 1995, playing a handful of supporting concerts that featured a couple of new songs.
By Stephen Thomas Erlewine AMG
[*]The La's - Lost La's 1984-1986 [2001]
[*]Cast - Beetroot [2001]
[*]Mike Badger - Double Zero [2000]
[*]sábado, 31 de janeiro de 2009
Não Estou

E essa coisa central, que é coisa nenhuma,
É-me agradável como o ar da noite,
Fresco em contraste com o verão quente do dia,
Não estou pensando em nada, e que bom!
Pensar em nada
É ter a alma própria e inteira.
Pensar em nada
É viver intimamente
O fluxo e o refluxo da vida...
Não estou pensando em nada.
E como se me tivesse encostado mal.
Uma dor nas costas, ou num lado das costas,
Há um amargo de boca na minha alma:
É que, no fim de contas,
Não estou pensando em nada,
Mas realmente em nada,
Em nada...
.
Álvaro de Campos
quarta-feira, 31 de dezembro de 2008
Joe Farrell - Canned Funk [1975]
O saudoso Joe Farrell. Se você não conhece esse saxofonista e flautista, saiba que deveria. Afinal ele já tocou com meio mundo, músicos do primeiro escalão como Chick Corea, John McLaughlin, Dave Holland, Jack DeJohnette, Buster Williams, Elvin Jones, Airto Moreira, Stanley Clarke, Jack DeJohnette, Joe Beck, Don Alias, George Benson, Art Pepper, Billy Cobham, Average White Band, Flora Purin, Tom Jobim, Hermeto Pascoal… São só alguns dos muitos parceiros que ele já teve. É meu amigo, o cara não era fraco não! Merece até um post mais caprichado a seu respeito, mas no momento o foco é esse Canned Funk. Estávamos em meados dos anos 80 quando um amigo me descolou uma fita cassete com a gravação desse disco. Farrell já não era um desconhecido para mim, mas até então, eu nunca tinha ouvido nada solo dele que me agradasse tanto quanto aquele disco, um jazz funk com muito soul e swing. Mais tarde, pude perceber que esse som foi uma característica marcante da fase em que Farrel trabalhou pelo selo CTI (1970 – 74), do lendário produtor Creed Taylor (taí outro que merece um post), que ao lado de Rudy Van Gelder, outra figura antológica da produção jazzística, criou uma série de obras primas.
Com tantos prós e nenhum contra, saí na captura do LP em tudo quanto foi loja e nécas! Nada de encontrar o tal Canned Funk, nem importado! O tempo foi passando, a fita desgastando, até sumir e eu já nem me lembrava do som quando, no final dos anos 90, aquele mesmo amigo me aparece com um CD caseiro contendo uma seleção de músicas de três discos do Farrell: Outback (1971), Moon Germs (1972) e Canned Funk, mas na capa do CD estava um scan, justamente, do famigerado disco. Àquela altura do campeonato, eu já conhecia e tinha os outros dois álbuns, mas ainda não encontrara o Canned Funk, cuja capa, maravilhosa, diga-se de passagem, eu via pela primeira vez (um magistral trabalho do fotógrafo americano Pete Turner). Novamente fui procurar nos sebos para ver se encontrava o disco, afinal já estávamos na era do CD e discos do Joe Farrell estavam praticamente dados nos sebos (isso há 10 anos, porque hoje estão caríssimos). Porém, mais uma vez dei com os burros n’água e pior, dessa vez, eu só tinha algumas faixas do disco porque a fita já era fazia tempos. Mesmo quando começou essa onda de baixar músicas pela net, eu não o encontrei, até que no finzinho de 2007, sem nenhum aviso dou de cara com o Canned Funk inteirinho à minha disposição num site russo chamado Noname. Com a ajuda de um software de tradução, consegui me inscrever no site e finalmente passei a possuir uma cópia do tão almejado disco. De lá para cá, esse disco se tornou um pouco mais comum na net e já não é tão difícil encontrá-lo por aí, tanto que a cópia que está aqui, eu baixei por esses dias sem grandes dificuldades, mas ainda me lembro da emoção de encontrar Canned Funk depois de tantos anos de busca. Uma alegria que divido agora com os freqüentadores deste blog, na esperança de que esse “funk enlatado” também faça a cabeça de vocês.
Joe Farrell - Canned Funk
Review by Fleamarketfunk
Now that I’m back, rested, and ready to go, I thought I’d pull out the newest addition to the FMF stable. It’s a record that I wasn’t really looking for, but decided to pick up because I knew the tune, and I am definitely a fan of the record label, despite the naysayers who claim it’s a “tepid terd”. In fact, I like everything about this label. From the musicians to the cover art, there is a love affair with these records that is still strong. I’ve been reading The House That Trane Built: The Story of Impulse Records, and my respect for Creed Taylor has doubled. The guy is amazing, and I will definitely not stop buying CTI records. This record hasn’t shown up at any of my local spots, and well, I had to jump on it. A lot of other CTI records do, and I’ve gotten some great ones throughout my digging career. From George Benson to Hubert Laws, when I see the shiny gate fold cover I can’t resist. Let’s get into Joe Farrell and “Canned Funk” on one of my favorite record labels, Creed Taylor’s CTI, from 1975.
Joe Farrell picked up the clarinet at the age of eleven. He went on to graduate from the University of Illinois, eventually uprooting himself and moving (like many Jazz musicians) to New York City. While in the Big Apple, he linked up with Maynard Fergusen and Slide Hampton. A very accomplished saxophone player and flutist, Farrell has played with a who’s who of Jazz musicians, including Jack DeJohnette,Charles Mingus, Andrew Hill, Herbie Hancock, Jaki Byard, Stanley Clarke, Elvin Jones and as a stand out musician with Chick Corea’s “Return to Forever”. He definitely had a good run during the 70’s with his CTI releases, riding on the coat tails of his success with Fergueson. A nasty drug habit would catch up with him during his final years in Los Angeles, where he worked with a lot of different people, including the Mingus Dynasty and Louis Hayes. He died in 1986.
If the Pete Turner photograph on the cover wasn’t enough, (I mean who ever gets an eyeball in their can of peaches?) the record was produced by Taylor and engineered by the genius known as Rudy Van Gelder in his Englewood Cliffs Studio in December of 1974. The song’s line up was as follows: Joe Farrell (tenor sax); Joe Beck (guitar); Herb Bushler (bass); Jim Madison (drums); and Ray Mantilla (congas and percussion). There’s some heavy Funk/ Jazz/ Fusion going on, and it’s obvious why Farrell’s saxophone sound was sought after during the 70’s. In this period, you had all these heavy Jazz players laying down Funk tracks (or their interpretation of), and apparently playing the role while they recorded. They would don the Funk outfits of the time, and get to work in the studio. The Funk would get into them people, and I can just see heavyweights like Milt Jackson wearing a Walt “Clyde” Frazier hat (complete with feather!) as he funked up the vibes. This is by far the longest side I’ve put on FMF (clocking in at over 7 minutes), but IMHO, it’s a really unique song. If you can’t get a hold of this nugget on vinyl, CTI released a compilation called “The Birth of the Groove”, which we here at FMF highly recommend. I am partial to CTI releases, and this tune is definitely a keeper.
From: Fleamarketfunk.wordpress.com 2007/09/26
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